Campanha da Avon e do Instituto Natura amplia mobilização pelo fim da violência contra as mulheres na América Latina

Somos Maiores que a Violência chega a sete países durante o Mês de Ativismo.
Apresentada no Brasil durante o Agosto Lilás, a campanha Somos Maiores que a Violência amplia seu alcance para a América Latina em novembro. A iniciativa faz parte da agenda do Mês de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres na Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru, além do Brasil, onde dá continuidade às ações iniciadas em agosto.
Agora assinada por Avon Por Elas e Instituto Natura, a campanha propõe, além de saber reconhecer as diferentes formas de violência, aprender a nomeá-las e de que maneira agir diante delas, por meio de orientações práticas para acolher mulheres em situação de violência e materiais para compartilhamento nas redes sociais. Na página exclusiva, também estão disponíveis dados e conteúdos que ajudam a identificar situações muitas vezes naturalizadas e a conhecer caminhos para buscar apoio.
No Brasil, a campanha integra o Movimento Pela Vida das Mulheres, lançado em agosto pelo Instituto Natura e pela Avon em parceria com o Senado Federal, o Instituto Maria da Penha, o Grupo Mulheres do Brasil, a Gênero e Número e a NO MORE Brasil. Com atuação prevista até 2035, o Movimento pretende envolver diferentes setores da sociedade na prevenção e no enfrentamento à violência de gênero.
A origem dos 16 Dias de Ativismo
Os 16 Dias de Ativismo, que fazem parte das ações do Mês de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, acontecem anualmente entre 25 de novembro e 10 de dezembro. A iniciativa foi criada em 1991 por ativistas reunidas no primeiro Instituto de Liderança Global das Mulheres, organizado pelo Centro de Liderança Global das Mulheres (CWGL), nos Estados Unidos.
O período contempla o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro), oficializado em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial de Combate à AIDS (1º de dezembro), o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (6 de dezembro), instituído pela Lei nº 11.489/2007, finalizando com o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro).
No Brasil, o mês também é marcado pelo dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A relação entre racismo e violência de gênero e as desigualdades que atingem especialmente as mulheres negras são tema do novo recorte do Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Um índice para acompanhar a conscientização
Além da campanha, o Instituto Natura e a Avon acompanham como a população percebe, compreende e reage à violência de gênero por meio do Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres.
Realizada pela primeira vez em 2025 na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru, a pesquisa avalia três dimensões: percepção, cognição e atitude. Os resultados permitem identificar dificuldades para reconhecer situações de violência, lacunas no conhecimento sobre os serviços de proteção e obstáculos para oferecer apoio a uma mulher próxima.
A edição de 2026 dá continuidade ao levantamento, contribuindo para orientar ações de prevenção e conscientização nos países pesquisados. Seus resultados serão apresentados em uma matéria específica.
Acesse a página especial para conhecer a campanha, compartilhar seus materiais e saber como agir diante da violência contra mulheres.



