Mas quando se trata de saúde mamária, o “depois” nos impede de agir hoje.

Por meio da Campanha #EstarComElas, queremos mudar o hábito de ‘procrastinar com a nossa saúde’ para o de ‘agir a tempo’. Por isso, dizemos que a ação de cuidar de si mesma é agora. E estar com elas, também.

Este ano, o desdobramento do conceito “ESTAR COM ELAS É AGORA” propõe uma mensagem mais empática, positiva e coletiva. Fala de uma ação presente sem impor e de um cuidado mútuo sem apontar.

É um chamado para a ação que leva à conscientização e favorece o acesso à detecção precoce do câncer de mama.

Faça sua consulta de rotina e procure orientação médica.

A campanha #EstarComElas foi desenvolvida pela agência WT Internacional para divulgação simultânea nos países em que atuamos com as causas das mulheres na América Latina, como Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Perú e Equador.

As peças compartilháveis das redes sociais, assim como os sites da campanha, foram adaptados para a realidade de cada país, respeitando inclusive as respectivas línguas, para facilitar a divulgação.

Você pode acompanhar a repercussão da campanha em todos os países em que ela está acontecendo:

É a doença oncológica mais diagnosticada entre as mulheres no Brasil e no mundo.

Leis e Direitos das Pacientes

Para apoiar a jornada das pacientes com câncer de mama, a legislação brasileira assegura diversos direitos, tais como:

  • Realização de exames em até 30 dias, após a consulta com especialistas, para investigação da suspeita de câncer.
  • Início do tratamento em até 60 dias, a partir da confirmação do diagnóstico.
  • Os planos de saúde devem respeitar prazos máximos de atendimento estabelecidos pela ANS aos seus beneficiários, bem como incorporar automaticamente medicamentos intravenosos necessários ao tratamento.
  • Cirurgia plástica reparadora pelo SUS para pacientes que retiraram a mama parcial ou totalmente.
  • Navegação de pacientes, que prevê acompanhamento e orientação às pacientes durante toda a sua jornada, apoiando com questões socioeconômicas, financeiras, culturais, burocráticas e psicológicas que podem dificultar o acesso aos serviços e sistemas de saúde.
  • Mamografia coberta pelo SUS a partir dos 40 anos: em 23/9/2025, o Ministério da Saúde divulgou novas recomendações para a realização da mamografia como parte do rastreamento e da detecção precoce do câncer de mama. Pela primeira vez, o exame passa a ser recomendado “sob demanda” para mulheres de 40 a 49 anos, mediante vontade da paciente e indicação médica, com cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, as recomendações oficiais são:
    • 40 a 49 anos: acesso garantido ao exame, sem rastreamento obrigatório a cada dois anos;
    • 50 a 74 anos: rastreamento populacional bienal;
    • Acima dos 74 anos: decisão individualizada, de acordo com comorbidades e expectativa de vida.
  • Gratuidade na tarifa de transporte público em algumas cidades.
  • Solicitação de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez caso o tratamento leve à interrupção do trabalho.
  • Isenção de imposto de renda e IPTU.
  • Saque das cotas PIS/PASEP e FGTS.
  • Compra de carro adaptado.
  • Quitação da casa própria.

Para conhecer em detalhes esses e outros direitos assegurados aos pacientes com câncer, entre em contato com os especialistas do Oncoguia no canal Ligue Câncer:

Criado pelo Instituto Oncoguia com investimento do Instituto Natura, o canal oferece atendimento especializado gratuito para apoiar a jornada de quem se vê cercado de dúvidas, medos e incertezas a partir do diagnóstico de câncer. Podem acessar o serviço pessoas com suspeita de câncer, pacientes, familiares, cuidadores e profissionais da saúde de todo o Brasil.

Atendimento gratuito para todo o país, inclusive para ligações de celular, de segunda a sexta (exceto feriados), das 9h às 17h30.

De quem é a Campanha?

A Campanha é uma realização do Instituto Natura com a Avon.

Posso divulgar os materiais?

Sim, a intenção é que tanto a sociedade civil quanto as Consultoras de Beleza Natura e Avon nos ajudem a divulgar a causa e as nossas mensagens de conscientização e detecção precoce do câncer de mama.

O que causa o câncer de mama?

Antes, é preciso explicar: o câncer não possui uma causa exata; existem alguns fatores de risco que podem propiciar o aparecimento do câncer de mama, ou seja, é uma doença multifatorial. Os fatores são separados em modificáveis ou não-modificáveis.
Exemplos de fatores modificáveis: obesidade, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, tornar-se mãe tardiamente, não amamentar, uso de método contraceptivo hormonal* e alguns tipos de terapia de reposição hormonal.

Os fatores não modificáveis são: sexo feminino, idade, etnia, mamas densas, predisposição hereditária (mutações genéticas, sobretudo dos genes BRCA1, BRCA2, p53 e PTEN) e radioterapia torácica em idade precoce.

*sobre anticoncepcionais: todo método hormonal tem um discreto aumento de risco (sejam orais ou injetáveis, adesivos, anéis, DIU hormonal). Importante ressaltar que, apesar de aumentar o risco do câncer de mama, é um fator protetor para outros tipos de neoplasia maligna, alguns até com pior prognóstico, como câncer de ovário, câncer de endométrio e câncer de intestino.

Quais exames devo fazer para saber se tenho câncer de mama?

O único exame indicado para o rastreamento do câncer de mama é a mamografia anual nas pacientes acima de 40 anos. Exames como ultrassonografia e ressonância magnética das mamas podem ser necessários em condições específicas.
Tais exames de imagem podem apontar alterações suspeitas, mas qualquer lesão que seja altamente suspeita só terá seu diagnóstico confirmado com biópsia, preferencialmente de fragmento*.

*tipos de biópsia de fragmento: core biopsia ou mamotomia.

Como posso descobrir o câncer ainda no começo (diagnóstico precoce)?

Fazendo exames de rotina anualmente ou conforme orientação médica, conhecendo o seu corpo e os sinais de alerta.

O que significa rastrear?

Investigar, procurar alguma anormalidade. Quando se fala de câncer, o objetivo é encontrar algo precocemente (bem no começo).

O que eu posso fazer para não ter câncer de mama?

Manter hábitos alimentares saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o consumo excessivo de álcool e uso de algumas terapias hormonais podem ajudar a minimizar os riscos de desenvolver um câncer de mama. Porém, como a doença é gerada por uma mutação de um gene, não é possível prevenir 100% as chances de não ter um câncer de mama.

Algumas mulheres com histórico familiar de câncer de mama (mãe, irmã e filha) podem conversar com seu médico sobre realizar investigação genética para descobrir se há uma mutação que aumente as chances de desenvolvimento da doença e, a partir disso, adotar algumas práticas de prevenção e controle.

Como fazer mamografia pelo SUS, particular ou plano de saúde?

Na rede privada: se tiver plano de saúde, é necessário verificar com os canais de atendimento do convênio a rede credenciada disponível para plano e categoria. A mesma busca vale para clínicas e hospitais para realizar exames particulares.

No SUS, o ideal é comparecer à UBS mais próxima com RG, cartão do SUS e últimos exames, relatar (caso tenha suspeita) no setor de acolhimento e pedir encaminhamento para o exame e consulta com especialista.

Fiz o autoexame e senti um nódulo na mama. O que devo fazer?

Em primeiro lugar, fique calma. O exame mamário pode identificar alterações não específicas e nem todo nódulo na mama significa câncer.

O período ideal para a realização do exame para as pacientes que ainda menstruam é logo após o término da menstruação, quando as mamas estão mais “desinchadas”, diminuindo a identificação de falsos “nódulos”. De qualquer forma, não fique com dúvida: procure o seu ginecologista, mastologista ou o médico do posto de saúde para que avalie e peça os exames necessários.
Se você utilizar o SUS, uma opção é passar no setor de acolhimento da UBS para que a enfermeira dê todas as orientações.

Com quantos anos devo fazer mamografia?

A mamografia é recomendada pela Sociedade Brasileira de Mastologia a partir dos 40 anos. Porém, a política do Ministério da Saúde do SUS oferece o exame no Sistema de Saúde a partir dos 50 anos de idade (como rastreamento).

Tenho 35 anos e quero fazer a mamografia. Posso?

A partir dos 40 anos, você deve fazer o exame anualmente ou antes se tiver risco elevado como histórico familiar (mãe, filha ou irmã).
Sugerimos conversar com seu médico sobre os seus riscos e ele decidirá pelos exames investigativos adequados.

Minha mãe tem câncer de mama. Com quantos anos devo começar o rastreamento?

O fato de ter uma parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de mama só é relevante quando a idade do diagnóstico do câncer dessa familiar acontece antes dos 50 anos de idade ou quando há outros fatores de alto risco para mutação familiar (como câncer com perfil triplo negativo ou presença de outros cânceres associados com mutação genética em outros membros da família).

É importante contar a história de parentes com câncer para o seu médico para que seja avaliada a necessidade de iniciar o seu rastreamento mais cedo. Se identificado que você apresenta um alto risco para câncer de mama, o ideal é que o seguimento seja feito por um especialista (mastologista), podendo ser necessário iniciá-lo a partir dos 25 anos.

Como posso prevenir o câncer de mama?

É muito importante que você siga 4 passos de autocuidado com a sua saúde:

  1. Conheça seu risco: converse com seus familiares para saber se existe histórico de câncer em parentes próximos. Cuide também para ter hábitos saudáveis e, assim, reduzir os riscos controláveis.
  2. Mantenha sua saúde em dia: vá ao ginecologista anualmente e faça o exame clínico das mamas na consulta (peça ao seu médico caso ele não o faça); faça a mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade ou quando for indicado por seu médico (se antes dessa idade).
  3. Conheça seu corpo e os sinais de alerta: conheça a aparência das suas mamas, saiba qual a densidade e textura delas, toque, olhe e identifique o que é normal para você, estando atenta a qualquer mudança ou sinal de alerta.
  4. Adote hábitos de vida saudáveis:
    • Faça exercício regularmente;
    • Controle seu peso;
    • Alimente-se bem;
    • Limite o consumo de álcool;
    • Não fume;
    • Pense sobre a utilização de hormônios;
    • Amamente se possível;
    • Cuide da sua saúde emocional.
Se eu fizer mamografia todo ano, aumenta o risco de ter câncer de mama por causa da radiação?

Isso é um mito. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.

Homem pode ter câncer de mama?

Sim, porém é menos comum, pois a mama masculina é menos desenvolvida do que a feminina e possui menos hormônios femininos que causam o crescimento das células da mama. O esperado é 1 homem para 100 mulheres com câncer de mama.

Qual exame o homem precisa fazer para diagnosticar o câncer de mama?

O paciente que apresenta algum sinal ou sintoma (sobretudo nódulo mamário) deve procurar um especialista para avaliação. Caso se confirme que a alteração é suspeita, o mastologista solicitará a mamografia e a biópsia para confirmação do resultado.

Tenho a mama muito pequena, preciso fazer mamografia?

Sim, independentemente do tamanho da mama, é necessário que a mulher faça a mamografia anualmente após 40 anos de idade ou conforme indicação médica.

Para quem tem prótese estética na mama, a mamografia é eficaz?

Sim, a mamografia é eficaz mesmo em pacientes com próteses mamárias. Pacientes com próteses precisam fazer incidências mamográficas complementares (além das duas convencionais), com o deslocamento da prótese, para melhor estudo da glândula mamária. Se houver necessidade, é possível que o médico solicite uma ultrassonografia complementar.

Câncer de mama é hereditário?

Nem todo câncer de mama é hereditário. Menos de 10% dos casos são ligados à hereditariedade. A principal síndrome hereditária para câncer de mama é causada por mutações no gene BRCA1 ou BRCA2. Em células normais, esses genes previnem o câncer, criando proteínas que evitam que as células cresçam anormalmente. Se você tiver casos de câncer em parentes de primeiro grau (irmãos, mãe, pai ou filhos) ou em diversos parentes de segundo e/ou terceiro graus (tios, avós e primos), é importante que você procure um especialista que, de acordo com o seu histórico familiar, determinará se você apresenta um risco aumentado para algum tipo de câncer e indicará que você faça um acompanhamento e rastreamento desde os 30 anos de idade (ou antes), se necessário.

Posso fazer só o autoexame das mamas?

Não, pois o autoexame pode detectar o câncer já num estágio mais avançado. O ideal é fazer o autoexame com o acompanhamento médico e a mamografia anualmente. De qualquer forma, conhecer seu corpo e principalmente a sua mama é fundamental para estar atenta a qualquer mudança e procurar ajuda médica. Os exames e consultas de rotina também são muito importantes para que você acompanhe sua saúde e possa detectar precocemente um possível câncer.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

São possíveis sinais e sintomas: bico do seio invertido, descamação da pele da aréola, pele com aspecto de casca de laranja, vermelhidão na mama, massa estranha que difere do restante do seio. Caso você tenha algum desses sintomas, é necessário consultar o seu médico para que haja uma investigação com exames para ter certeza do diagnóstico e do tratamento mais adequado.

Quando devo fazer o autoexame da mama?

Você pode observar e tocar a sua mama todos os meses, de preferência depois da menstruação, quando o seio está menos inchado.

Sou deficiente física e quero fazer minha mamografia. Onde posso fazer?

O aparelho que realiza o exame é adaptável e pode baixar, ou seja, os aparelhos convencionais conseguem, em geral, fazer o exame em pacientes com alguma deficiência física.

O que é histórico familiar?

Histórico familiar corresponde aos antecedentes de câncer da sua família. E aqui falamos de todos os tipos de câncer, não somente o câncer de mama, já que outros tipos de câncer também podem estar associados a síndromes genéticas que aumentam o risco para neoplasias. A história dos parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) é a mais importante, mas também precisamos considerar os parentes de segundo e terceiro graus (tios, avós, primos, sobrinhos), sobretudo quando é uma família que apresenta muitos casos de câncer.

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