O Instituto Natura e a Avon acreditam que nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha.
Os números mostram que a violência contra a mulher continua sendo naturalizada e invisibilizada no cotidiano, mas com informação, escuta e acolhimento, podemos mudar essa realidade.
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da população brasileira tem alto nível de conscientização sobre violência.
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das pessoas que vivenciaram violência sentiram que não foram ouvidas.
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sentiram medo pela própria vida durante uma discussão ou confronto.
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acreditam que o medo impede muitas mulheres de buscar ajuda.
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das pessoas que vivenciaram violência fizeram denúncia oficial.
As informações são da 1ª edição da pesquisa Índice de Conscientização Sobre a Violência Contra as Mulheres, realizada pelo Instituto Natura e a Avon em 2025, que será atualizada anualmente. Clique e saiba mais sobre a pesquisa.

Nem toda violência é visível.
Muitas vezes, a violência se disfarça de cuidado, ciúme, controle, piada ou proteção,
mas reconhecer as diferentes formas de violência é importante para agir antes que ela
se torne ainda mais grave.
Se te faz sentir medo, te incomoda ou te fere, você pode estar vivendo uma situação
de violência física, sexual, psicológica, moral, patrimonial ou vicária.
Copie os cartões abaixo, cole no WhatsApp, Facebook e X (Twitter), e compartilhe!
1. Violência Psicológica
Controlar, humilhar ou causar sofrimento emocional também é violência.
Veja exemplos
2. Violência Sexual
Forçar ou pressionar uma mulher a fazer algo sem seu consentimento também
é violência.
Veja exemplos
3. Violência Patrimonial
Controlar o dinheiro, os bens ou os documentos dela também é violência.
Veja exemplos
4. Violência Moral
Ofender, humilhar ou prejudicar a imagem dela também é violência.
Veja exemplos
5. Violência Física
Toda agressão física ou ofensa à saúde dela também é violência.
Veja exemplos
6. Violência Vicária
Usar filhos, familiares ou pessoas queridas para causar sofrimento também é violência.
Veja exemplos
Quando a violência é reconhecida, também é possível buscar ajuda.
Denunciar pode ser um passo importante, mas ninguém precisa passar por esse processo sozinha. Conhecer os caminhos de ajuda traz mais segurança para buscar apoio, proteção e orientação em cada momento.
Ligue 180
Central de Atendimento à Mulher
Serviço gratuito, sigiloso e disponível 24h para orientação, acolhimento e encaminhamento.
Ligue 190
Polícia (em casos de emergência)
Em situações de risco imediato, ameaça ou violência em andamento.
Defensoria Pública
Assistência jurídica integral e gratuita.
Serviços de Saúde e Centros de Perícia Médico-Legal Especializados
Exames, tratamento e apoio social e psicológico.
Abrigos e Casas de Passagem
Locais seguros que oferecem abrigo protegido e atendimento integral.
Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM)
Serviço especializado no atendimento a mulheres em situação de violência, com apoio psicológico, social e orientação jurídica.
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)
Serviço de assistência social que atende pessoas e famílias em situação de violência e violação de direitos, incluindo meninas e mulheres.
Consulte os canais oficiais da sua cidade para localizar o serviço de atendimento mais próximo.
2026: 20 anos da Lei Maria da Penha. Conhecer a lei é conhecer seus direitos.
Sancionada em 2006, a legislação nasceu da força coletiva das mulheres e da trajetória de Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da busca por justiça diante da violência.
Nos últimos 20 anos, a Lei Maria da Penha abriu portas para conquistas como o fortalecimento das medidas protetivas, ampliação das redes de atendimento e uma maior visibilidade para as diferentes formas de violência.

Reconheça o poder de estar ao lado!
Nem sempre é fácil perceber quando alguém está vivendo uma situação de violência. Mas algumas atitudes podem ajudar: acolher e escutar com cuidado já faz diferença.
Escute sem julgar.
Acredite no que a pessoa compartilha.
Respeite seu tempo e suas decisões.
Mostre que ela não está sozinha.
Para saber mais, baixe o Guia de Bolso – Relacionamentos Saudáveis e conheça sinais de violência e caminhos de apoio.
Homens: podemos ser maiores que a violência, juntos!
Enfrentar a violência contra as mulheres é responsabilidade de toda a sociedade. Especialmente dos homens. Ser parte da solução é reconhecer comportamentos que reforçam a violência e não se omitir quando ela acontece.

O que você pode fazer?
Escute as mulheres
Quando uma mulher relata uma situação de violência, acolha. Não minimize, não duvide dela.
Posicione-se diante de outros homens
Conversas entre amigos, familiares e colegas também são espaços de transformação. Questionar atitudes violentas que acontecem no dia a dia ou comportamentos que reforçam esse tipo de atitude – e não passar pano para comportamentos abusivos – faz diferença.
Reflita sobre suas próprias atitudes
Todos nós aprendemos comportamentos ao longo da vida. Rever crenças, reconhecer erros e estar disposto a mudar também faz parte da transformação.
Não seja conivente
Quando homens assistem, riem, incentivam ou permanecem em silêncio diante da violência, ela se fortalece. A omissão não é neutra.
Chame a violência pelo nome
Controle não é cuidado. Ciúme não é prova de amor. Humilhação não é brincadeira.
Não normalize comportamentos violentos
Comentários machistas, piadas ofensivas, intimidações e agressões não devem ser vistos como algo comum ou aceitável.

Baixe o material da campanha!
Compartilhar este site e os materiais da nossa campanha é um jeito de conscientizar mais pessoas para que percebam o que tantas vezes se disfarça de cuidado, amor ou proteção.
Juntos, como sociedade, podemos fazer a diferença.
Somos maiores que a violência!

O Movimento Pela Vida das Mulheres existe para reunir pessoas que acreditam que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Pessoas que sabem que escutar importa. Que acolher importa. Que agir importa.
Um Movimento que vai atuar em todo o Brasil, unindo o Instituto Natura, a Avon e muitas outras empresas e organizações que compartilham o mesmo olhar para o enfrentamento da violência como ferramenta de transformação da sociedade.
Somos maiores que a violência. E somos ainda maiores quando caminhamos juntos.
Dúvidas? A gente te ajuda!
Encontre respostas para as perguntas mais comuns sobre o tema.
O que é violência doméstica?
Violência doméstica acontece quando uma pessoa tenta controlar ou dominar a outra dentro de qualquer tipo de relacionamento: namoro, casamento ou pessoas que moram juntas. Pode envolver agressões físicas, abusos sexuais, ofensas emocionais, chantagens, controle do dinheiro ou ameaças. Também inclui atitudes que machucam, intimidam, manipulam ou fazem a outra pessoa se sentir com medo ou culpada.
O que é violência contra a mulher?
Violência contra a mulher é quando ela sofre agressões físicas, psicológicas, sexuais ou qualquer tipo de abuso simplesmente por ser mulher. Isso também inclui ameaças, pressões, humilhações ou quando sua liberdade é tirada de alguma forma. Essa violência acontece, em grande parte, por causa da desigualdade entre homens e mulheres e da discriminação de gênero, que ainda fazem parte da nossa sociedade.
Quais são os tipos de violência contra a mulher?
Existem diferentes tipos de violência contra a mulher, mas os principais reconhecidos pela Lei Maria da Penha e organismos internacionais como a ONU são: violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial, violência moral e violência física.
O que é violência física?
É toda ação ou conduta agressiva que coloque em risco o corpo e a saúde da mulher. Esses são alguns exemplos:
Descontar a raiva na mulher;
Bater a porta, quebrar coisas ou socar a parede;
Atirar coisas, sacudir e apertar os braços da mulher;
Agredir a mulher em momentos de ciúmes.
O que é violência sexual?
Toda forma de intimidação, ameaça, coação ou pressão que force uma mulher a manter relações sexuais sem consentimento ou que coloque em risco sua saúde sexual e reprodutiva. Esses são alguns exemplos:
Impedir que ela use anticoncepcional;
Pressioná-la a interromper a própria gravidez;
Tirar a camisinha durante o ato, sem consentimento;
Insistir mesmo depois que ela disser “não”.
O que é violência psicológica?
Qualquer ofensa que cause dano emocional e diminuição da autoestima com o propósito de degradar ou controlar comportamentos, crenças e decisões da mulher. Esses são alguns exemplos:
Proibir a mulher de viajar sozinha;
Interromper e corrigir a mulher o tempo todo;
Outra pessoa vigiar as mensagens no celular da mulher;
Pedir para ela trocar de roupa para sair;
Numa discussão, gritar e ameaçar a mulher.
O que é violência moral?
Qualquer conduta que atinja a reputação, imagem, dignidade ou honra de uma mulher, por meio de calúnia, difamação, injúria, ofensas verbais, acusações falsas ou exposição da intimidade. Esses são alguns exemplos:
Questionar os motivos pelos quais ela foi contratada;
Rotular as mulheres de loucas, arrogantes e mandonas;
Afirmar que as mulheres não sabem dirigir direito;
Acusar a mulher de infidelidade e espalhar para outras pessoas.
O que é violência patrimonial?
Toda forma de retenção, destruição, ocultação ou controle dos bens, recursos financeiros, documentos pessoais ou patrimônio de uma mulher. Esses são alguns exemplos:
Exigir que a mulher largue o trabalho e cuide da casa;
Controlar os gastos pessoais da mulher;
O salário dela é depositado na conta dele;
Deixar de pagar pensão alimentícia.
O que é violência vicária?
Acontece quando alguém machuca, ameaça ou usa pessoas, animais de estimação ou algo muito importante para a mulher como forma de fazê-la sofrer. Muitas vezes, os filhos são usados para causar medo, culpa, dor ou para manter o controle sobre ela. Esses são alguns exemplos:
Ameaçar tirar os filhos da convivência da mãe;
Colocar os filhos contra ela ou fazê-los rejeitá-la;
Machucar ou ameaçar um animal de estimação para causar sofrimento;
Colocar crianças em situações de risco para gerar medo e desespero.
Como saber se estou em um relacionamento abusivo?
Fique atenta a comportamentos abusivos. Veja alguns sinais comuns:
Controle excessivo
A outra pessoa toma todas as decisões por você, interfere na sua privacidade, sente ciúmes constantes, quer saber onde você está o tempo todo ou controla seu dinheiro.
Desrespeito e humilhação
A pessoa faz piadas ofensivas, críticas constantes, diminui suas conquistas, desvaloriza seu trabalho ou te faz sentir inferior.
Isolamento social
A pessoa tenta afastar você da sua rede de apoio, como familiares, amigos e colegas, dificultando seus vínculos fora da relação.
Medo e insegurança
Você se sente ansiosa, acuada, desconfortável ou com medo ao estar perto dessa pessoa, mesmo sem agressões físicas aparentes.
É possível sofrer violência mesmo sem agressão?
Sim. Muitas mulheres sofrem violências que não deixam marcas na pele, mas machucam do mesmo jeito e todas são graves. A violência contra a mulher pode acontecer de formas sutis e silenciosas, sem sinais visíveis, mas ainda assim causar danos profundos.
Toda violência precisa ser reconhecida, nomeada e combatida.
Se você sente medo, insegurança, pressão ou sofrimento emocional, sim, é violência.
Procure apoio. Você não está sozinha.
Posso denunciar violência mesmo sem provas?
Sim. Você não precisa de provas físicas para fazer uma denúncia. O seu relato é válido e suficiente para que a situação seja investigada. Se puder, busque apoio emocional ou jurídico nos canais oficiais de apoio.
Como ajudar uma mulher em situação de violência?
Para ajudar uma mulher em situação de violência doméstica ou qualquer outro tipo de violência de gênero, o primeiro passo é ouvir com atenção e sem julgamentos. Acredite no que ela diz, ofereça apoio emocional e informe sobre os canais de denúncia e acolhimento.
Homens também podem apoiar o enfrentamento contra a violência de gênero?
Sim. Homens podem ajudar e devem ser aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. Eles têm um papel ativo na desconstrução do machismo, promovendo o respeito às mulheres em casa, no trabalho, nas redes sociais e em todos os espaços. Ser um homem aliado significa reconhecer seus privilégios, escutar as mulheres, educar outros homens e se posicionar contra piadas, atitudes ou comportamentos que normalizam a violência contra a mulher.
O que fazer se uma amiga contar que está sendo agredida?
O mais importante é escutar com empatia e sem julgamentos. Acredite no que ela está dizendo e evite pressioná-la a tomar decisões imediatas. Reforce que ela não está sozinha e que existem redes de apoio para mulheres em situação de violência. Ofereça ajuda prática, compartilhe os canais de apoio e denúncia, esteja presente e seja um porto seguro. Seu apoio pode ser essencial para que ela tenha a coragem para buscar ajuda.
