Os números mostram que a violência contra a mulher continua sendo naturalizada e invisibilizada no cotidiano, mas com informação, escuta e acolhimento, podemos mudar essa realidade.

As informações são da 1ª edição da pesquisa Índice de Conscientização Sobre a Violência Contra as Mulheres, realizada pelo Instituto Natura e a Avon em 2025, que será atualizada anualmente. Clique e saiba mais sobre a pesquisa.  

Muitas vezes, a violência se disfarça de cuidado, ciúme, controle, piada ou proteção,
 mas reconhecer as diferentes formas de violência é importante para agir antes que ela
se torne ainda mais grave.

Se te faz sentir medo, te incomoda ou te fere, você pode estar vivendo uma situação
de violência física, sexual, psicológica, moral, patrimonial ou vicária.

Controlar o dinheiro, os bens ou os documentos dela também é violência.

Denunciar pode ser um passo importante, mas ninguém precisa passar por esse processo sozinha. Conhecer os caminhos de ajuda traz mais segurança para buscar apoio, proteção e orientação em cada momento.

Assistência jurídica integral e gratuita.

Exames, tratamento e apoio social
 e psicológico.

Locais seguros que oferecem abrigo protegido e atendimento integral.

Consulte os canais oficiais da sua cidade para localizar o serviço de atendimento mais próximo.

Sancionada em 2006, a legislação nasceu da força coletiva das mulheres e da trajetória de Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da busca por justiça diante da violência.

Nos últimos 20 anos, a Lei Maria da Penha abriu portas para conquistas como o fortalecimento das medidas protetivas, ampliação das redes de atendimento e uma maior visibilidade para as diferentes formas de violência.


Clique e confira a Lei completa.

Nem sempre é fácil perceber quando alguém está vivendo uma situação de violência. Mas algumas atitudes podem ajudar: acolher e escutar com cuidado já faz diferença.

Para saber mais, baixe o Guia de Bolso – Relacionamentos Saudáveis e conheça sinais de violência e caminhos de apoio.

Enfrentar a violência contra as mulheres é responsabilidade de toda a sociedade. Especialmente dos homens. Ser parte da solução é reconhecer comportamentos 
que reforçam a violência e não se omitir quando ela acontece.

Escute as mulheres
Quando uma mulher relata uma situação de violência, acolha. Não minimize, não duvide dela.

Posicione-se diante de outros homens
Conversas entre amigos, familiares e colegas também são espaços de transformação. Questionar atitudes violentas que acontecem no dia a dia ou comportamentos que reforçam esse tipo de atitude – e não passar pano para comportamentos abusivos – faz diferença.

Reflita sobre suas próprias atitudes
Todos nós aprendemos comportamentos ao longo da vida. Rever crenças, reconhecer erros e estar disposto a mudar também faz parte da transformação.

Não seja conivente
Quando homens assistem, riem, incentivam ou permanecem em silêncio diante da violência, ela se fortalece. A omissão não é neutra.

Chame a violência pelo nome
Controle não é cuidado. Ciúme não é prova de amor. Humilhação não é brincadeira.

Não normalize comportamentos violentos
Comentários machistas, piadas ofensivas, intimidações e agressões não devem ser vistos como algo comum ou aceitável.

Encontre respostas para as perguntas mais comuns sobre o tema.

O que é violência doméstica?

Violência doméstica acontece quando uma pessoa tenta controlar ou dominar a outra dentro de qualquer tipo de relacionamento: namoro, casamento ou pessoas que moram juntas. Pode envolver agressões físicas, abusos sexuais, ofensas emocionais, chantagens, controle do dinheiro ou ameaças. Também inclui atitudes que machucam, intimidam, manipulam ou fazem a outra pessoa se sentir com medo ou culpada.

O que é violência contra a mulher?

Violência contra a mulher é quando ela sofre agressões físicas, psicológicas, sexuais ou qualquer tipo de abuso simplesmente por ser mulher. Isso também inclui ameaças, pressões, humilhações ou quando sua liberdade é tirada de alguma forma. Essa violência acontece, em grande parte, por causa da desigualdade entre homens e mulheres e da discriminação de gênero, que ainda fazem parte da nossa sociedade.

Quais são os tipos de violência contra a mulher?

Existem diferentes tipos de violência contra a mulher, mas os principais reconhecidos pela Lei Maria da Penha e organismos internacionais como a ONU são: violência psicológica, violência sexual, violência patrimonial, violência moral e violência física.

O que é violência física?

É toda ação ou conduta agressiva que coloque em risco o corpo e a saúde da mulher. Esses são alguns exemplos:
Descontar a raiva na mulher;
Bater a porta, quebrar coisas ou socar a parede;
Atirar coisas, sacudir e apertar os braços da mulher;
Agredir a mulher em momentos de ciúmes.

O que é violência sexual?

Toda forma de intimidação, ameaça, coação ou pressão que force uma mulher a manter relações sexuais sem consentimento ou que coloque em risco sua saúde sexual e reprodutiva. Esses são alguns exemplos:
Impedir que ela use anticoncepcional;
Pressioná-la a interromper a própria gravidez;
Tirar a camisinha durante o ato, sem consentimento;
Insistir mesmo depois que ela disser “não”.

O que é violência psicológica?

Qualquer ofensa que cause dano emocional e diminuição da autoestima com o propósito de degradar ou controlar comportamentos, crenças e decisões da mulher. Esses são alguns exemplos:
Proibir a mulher de viajar sozinha;
Interromper e corrigir a mulher o tempo todo;
Outra pessoa vigiar as mensagens no celular da mulher;
Pedir para ela trocar de roupa para sair;
Numa discussão, gritar e ameaçar a mulher.

O que é violência moral?

Qualquer conduta que atinja a reputação, imagem, dignidade ou honra de uma mulher, por meio de calúnia, difamação, injúria, ofensas verbais, acusações falsas ou exposição da intimidade. Esses são alguns exemplos:
Questionar os motivos pelos quais ela foi contratada;
Rotular as mulheres de loucas, arrogantes e mandonas;
Afirmar que as mulheres não sabem dirigir direito;
Acusar a mulher de infidelidade e espalhar para outras pessoas.

O que é violência patrimonial?

Toda forma de retenção, destruição, ocultação ou controle dos bens, recursos financeiros, documentos pessoais ou patrimônio de uma mulher. Esses são alguns exemplos:
Exigir que a mulher largue o trabalho e cuide da casa;
Controlar os gastos pessoais da mulher;
O salário dela é depositado na conta dele;
Deixar de pagar pensão alimentícia.

O que é violência vicária?

Acontece quando alguém machuca, ameaça ou usa pessoas, animais de estimação ou algo muito importante para a mulher como forma de fazê-la sofrer. Muitas vezes, os filhos são usados para causar medo, culpa, dor ou para manter o controle sobre ela. Esses são alguns exemplos:
Ameaçar tirar os filhos da convivência da mãe;
Colocar os filhos contra ela ou fazê-los rejeitá-la;
Machucar ou ameaçar um animal de estimação para causar sofrimento;
Colocar crianças em situações de risco para gerar medo e desespero.

Como saber se estou em um relacionamento abusivo?

Fique atenta a comportamentos abusivos. Veja alguns sinais comuns:

Controle excessivo
A outra pessoa toma todas as decisões por você, interfere na sua privacidade, sente ciúmes constantes, quer saber onde você está o tempo todo ou controla seu dinheiro.

Desrespeito e humilhação
A pessoa faz piadas ofensivas, críticas constantes, diminui suas conquistas, desvaloriza seu trabalho ou te faz sentir inferior.

Isolamento social
A pessoa tenta afastar você da sua rede de apoio, como familiares, amigos e colegas, dificultando seus vínculos fora da relação.

Medo e insegurança
Você se sente ansiosa, acuada, desconfortável ou com medo ao estar perto dessa pessoa, mesmo sem agressões físicas aparentes.

É possível sofrer violência mesmo sem agressão?

Sim. Muitas mulheres sofrem violências que não deixam marcas na pele, mas machucam do mesmo jeito e todas são graves. A violência contra a mulher pode acontecer de formas sutis e silenciosas, sem sinais visíveis, mas ainda assim causar danos profundos.

Toda violência precisa ser reconhecida, nomeada e combatida.
Se você sente medo, insegurança, pressão ou sofrimento emocional, sim, é violência.
Procure apoio. Você não está sozinha.

Posso denunciar violência mesmo sem provas?

Sim. Você não precisa de provas físicas para fazer uma denúncia. O seu relato é válido e suficiente para que a situação seja investigada. Se puder, busque apoio emocional ou jurídico nos canais oficiais de apoio.

Como ajudar uma mulher em situação de violência?

Para ajudar uma mulher em situação de violência doméstica ou qualquer outro tipo de violência de gênero, o primeiro passo é ouvir com atenção e sem julgamentos. Acredite no que ela diz, ofereça apoio emocional e informe sobre os canais de denúncia e acolhimento.

Homens também podem apoiar o enfrentamento contra a violência de gênero?

Sim. Homens podem ajudar e devem ser aliados no enfrentamento à violência contra a mulher. Eles têm um papel ativo na desconstrução do machismo, promovendo o respeito às mulheres em casa, no trabalho, nas redes sociais e em todos os espaços. Ser um homem aliado significa reconhecer seus privilégios, escutar as mulheres, educar outros homens e se posicionar contra piadas, atitudes ou comportamentos que normalizam a violência contra a mulher.

O que fazer se uma amiga contar que está sendo agredida?

O mais importante é escutar com empatia e sem julgamentos. Acredite no que ela está dizendo e evite pressioná-la a tomar decisões imediatas. Reforce que ela não está sozinha e que existem redes de apoio para mulheres em situação de violência. Ofereça ajuda prática, compartilhe os canais de apoio e denúncia, esteja presente e seja um porto seguro. Seu apoio pode ser essencial para que ela tenha a coragem para buscar ajuda.

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